Tempestade
















Eu sigo a trilha das pegadas errantes na areia,
A calmaria inebriando a paisagem que me rodeia,
Sinto o perfume da lua espreitando,sorrateira,
Espiando o fim da tarde,que se despede,faceira.

Eu sinto frio,um arrepio..e a brisa sopra,atrevida.
Não ouço passos,não há mais carros na solitária avenida.
Aos poucos o astro dourado vai escorregando do céu.
Minha pele brilha também,iluminada por seu véu.

Mas de repente..que é isso?o mar se faz agitado
O sol também desaparece,foge como que assustado.
Aquela brisa vespertina virou vento,e vento forte!
Sussurrando 'apressa-te' enquanto rumava pro norte.

Não havia mais pegadas que eu pudesse seguir,
Aquela paz de fim de tarde se encarregou de sumir,
Cadê a lua que parecia ansiosa por brilhar?
Não há nada aqui,em que possa me situar.

Cade a paz do meu final de tarde?
O que virá depois da tempestade?
Quero algo em que me apoiar..
Quero a calmaria de volta no meu mar.

Autoria Própria.

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